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Da Redação
O
vice-procurador-geral Eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco, recomendou que a
prestação de contas da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em
2018 seja reprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em
documento assinado no último dia 11, Gonet sugere que Lula devolva cerca
de R$ 8,8 milhões aos cofres públicos por aplicação irregular na última
campanha, onde teve sua candidatura barrada. “As irregularidades nas receitas
alcançam R$631.794,03, equivalente a 3,07% dos recursos recebidos na campanha.
As irregularidades nas despesas alcançam R$8.831.442,04, equivalente a 44,70%
do total de recursos aplicados na campanha do candidato,” informa
documento.
A
recomendação do vice-procurador-geral ocorreu após analisar o relatório da
Assessoria de Exame de Contas Partidárias (Asepa) que mostra a prestação de
contas de Lula. Durante análise, Gonet encontrou inconsistências.
Entre
as irregularidades, estão notas fiscais emitidas em nome próprio do
petista onde não constam na prestação de conta, deixando assim, de
comprovar o pagamento de R$ 210,5 mil em despesa
No
relatório é possível verificar que mesmo com a candidatura barrada em 1º de
setembro, 16 dias após o início da campanha em 2018, Lula teve gastos desproporcionais
ao período. Segundo o vice-procurador-geral, 8,04 milhões constam como
utilizados indevidamente.
Mediante
todos os dados analisados, Gonet concluiu que as contas de campanha de Lula não
podem ser aprovadas. “As contas não podem ser tidas como aprovadas e o
Ministério Público Eleitoral sugere a determinação de recolhimento ao Tesouro
Nacional do montante de R$275.265,77 e ressarcimento ao erário da importância
de R$8.562.170,42, devidamente atualizados,” concluiu.
Com informações da RedeTV
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