Israel propõe acordo sobre reféns enquanto combates continuam em Gaza



Israel propôs uma trégua prolongada em Gaza em troca da devolução de cerca de metade dos reféns restantes, disseram autoridades israelenses na segunda-feira, quando os militares emitiram novas ordens de retirada e disseram que "operações intensas" foram planejadas no sul do enclave. As informações são de 
 James Mackenzie (Reuters).

As propostas mais recentes deixariam em aberto um acordo final sobre o fim da guerra entre Israel e Hamas, que destruiu grandes áreas de Gaza, matou dezenas de milhares de pessoas e deslocou quase toda a população desde seu início em outubro de 2023.

Mas as propostas preveem o retorno de metade dos 24 reféns que se acredita ainda estarem vivos em Gaza quase 18 meses depois de terem sido capturados por homens armados liderados pelo Hamas -- e cerca de metade dos 35 que se supõe estarem mortos -- durante uma trégua que duraria entre 40 e 50 dias, disseram as autoridades israelenses, que falaram sob condição de anonimato.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou no domingo que Israel aumentará a pressão sobre o Hamas, mas continuará as negociações "sob fogo". A pressão militar contínua é o melhor meio de garantir o retorno dos reféns, segundo ele.

Netanyahu também repetiu as exigências israelenses para que o Hamas se desarme, embora o movimento militante palestino tenha rejeitado tais exigências como uma "linha vermelha" que não será ultrapassada.

Netanyahu disse que os líderes do Hamas teriam permissão para deixar Gaza sob um acordo mais amplo que incluiria propostas do presidente dos EUA, Donald Trump, para a "emigração voluntária" de palestinos da estreita Faixa.

ORDENS DE RETIRADA

Nesta segunda-feira, os militares israelenses disseram aos palestinos que vivem em áreas ao redor da cidade de Rafah, no sul, para se mudarem para Al Mawasi, uma região na costa.

"As IDF (Forças de Defesa de Israel) estão retornando às operações intensas para desmantelar as capacidades das organizações terroristas nessas áreas", disse o porta-voz militar em árabe em um comunicado.

O Hamas afirmou no fim de semana que havia aceitado as propostas feitas pelos mediadores do Catar e do Egito, que, segundo fontes de segurança, implicariam na libertação de cinco reféns por semana em troca de uma trégua.

Os militares israelenses, que cortaram a ajuda a Gaza, retomaram as operações em 18 de março, após uma trégua de dois meses, durante a qual 33 reféns israelenses e cinco tailandeses foram libertados em troca de cerca de 2.000 prisioneiros e detentos palestinos.

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